Réquiem para (Face)Buca Dantas
estradeiras[os]
quem me conhece sabe que sou dos “juizo agoniado” e quando gosto de algo fico [de fato] fissurado e priorizo com força. com o facebook foi assim e tenho filmes pra fazer que requerem minha atenção plena. é que eu simplesmente não consigo deixar uma pergunta sem resposta, e ficava ansioso pensando que as pessoas estariam fazendo contato comigo pelo FB e eu tinha que a todo instante verificar. até que ontem a noite dei um basta nisso, pois que tenho e-mail público. aos que compartilhavam o perfil comigo dedico este texto [que dá titulo a esse post] que o bróder Sando Fortunato dedicou a minha morte virtual:
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Acabo de saber do passamento feicebuquiano de meu amigo BUCA DANTAS. Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino nas redes sociais, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre.
Morreu Buca Dantas e foi épico! No Orkut, morreu e morreu e morreu um sem número de vezes, provando que existe vida e mais morte após a morte virtual. De alma penada vagando por bytes escuros, ressurgia como uma fênix eletrônica e pedia: “Me adiciona aí de novo.” E de novo e de novo e de novo…
Chegou a derradeira hora de Buca nos domínios do Facebook. Extinguiram-se seus dias em pleno Natal. Quando a luz retorna à terra, meu amigo se libertou das amarras desse mundo, dos gradis que cercam a liberdade de um espírito que anseia por liberdade. Existisse um CVVV, um Centro de Valorização da Vida Virtual, e casos assim poderiam ser evitados. “CVVV, boa noite! Calma, meu amigo, a vida virtual foi o maior dom que Zuckerberg nos deu…”
Vai, Buca! Onde quer que você se encontre – no Twitter (ainda?!) ou no bar mais próximo – vai em paz. Só não me peça para adicioná-lo outra vez quando voltar, certo?
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Twitcide-se na noite de Ano Novo!