já é carnaval…
e como já é carnaval eu deixo aqui pra vocês a oração inicial da “Ópera Coco” que compus e quem sabe quiçá oxalá por ventura talvez eu bote pra moer:
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A CAIXA DO FIRMAMENTO
Quando abriu a caixa do firmamento
Deus notô que faltava alguma coisa
Barba em bode, bucho chêi e giz na loisa
E no êxo da Terra o rolamento
Distacô uma tropa de jumento
Carregado de argüidá de rapadura
Trinta virge em “Gulora nas artura”
Um tonel de cachaça de cabeça
Uma placa dizendo “Arriba ô desça
Deste gango de caninga e luxura”
Deu três tempo como prazo de usura
Pra cambada decidi qual o rotêro
Butá orde e retidão lá no putêro
Ô dexá mais uma graxa na fritura
Foi aí que uma fulô de formosura
Levantô a cara no mêi da roda
Berrando e cuspindo “aí é foda,
Já topei na tampa da putaria
Valei-me minha santa Ave Maria
Vô prum convento, que agora tá na moda!”
De repente lá do mar desceu a godha
De porquêra, malandrage e catimbó
Deus juntô num saco e deu um nó
E dexô pendurado numa corda
A quadrilha que formara aquela horda
De prefeito, traficante e deputado
Juiz, ministro e adevogado
banquêro, orelhudo e nota-fria
Duas mão de ruindade e milacria
E deu ciênça “O Brasil ta batizado!”
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boa farra!