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os caminhos

21/09/2016

live

trilhar os caminhos da vida.

abrir o coração e a mente para o novo que se apresenta, ou o de mesmo que se vê com outros olhos.

Os 7 Princípios Fundamentais da Huna

uma parada havaiana de se encarar a jornada.

muito show

pra ouvir boa muzga

13/09/2016

se tu tens conexão de boas, vê aí esse site da Rússia [duvido que seja NA Rússia] que oferece muzga de primeira on line. Não faz download, mas sinceramente download é um lance que só não perdeu o sentido em países como o Brasil, no qual a internet ainda é patrimônio e não um direito.

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https://musicmp3.ru/artist_chet-baker__album_embraceable-you.html#.V9gbyq3-V6I

ps.: o link já vai direito pra um disco de chet baker porque ele é fodão [e tem filme-biografia sobre ele estreando por aí]

12 das mulheres mais influentes da internet

22/06/2016

por Natali Macedo

fonte: Diário do Centro Mundo

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Djamila Ribeiro

Lista muito show com o que o título já diz: 12 das mulheres mais influentes da internet.

Conhecia quase todas e passei a conhecer as demais, e algumas delas passei a acompanhar as postagens. Muito show.

Vai nascer

25/02/2016

A iminência de se ver um filho nascer sempre me chegou como uma névoa. Tive a oportunidade de ser tio de mais de uma dezena de filhos e filhas e ouvi as mais variadas opiniões sobre ‘o como’ foi, para as mães e pais, a experiência. Algumas positivas, outras nem tanto [estou falando da situação, e não do sentimento dessas pessoas, fique bem claro]. Mas todas as falas foram de uma surpresa, de ‘como’ ter visto a ‘carinha’ da cria pela primeira vez desfez todo o incômodo [pois que isso é tema unânime] e por aí vai [e foi].

Eu roo unhas. As minhas. E na oportunidade de meu filho nascer não restava nada para aplacar minha ansiedade. Minha companheira estava vivendo a experiência dela. Eu, que só posso falar por mim [e muito mal], estava bem mais preocupado com a completa falta do desespero tão alardeado e proclamado por tantos pais. Estava ansioso, sim, mas intranquilamente tranquilo. Tanto que em algum momento tive que decidir não esperar pelo desespero e curtir o momento de minha maneira.

Chegamos à maternidade passava da meia noite de carnaval. Sem música, sem barulho de nada de festa, sem ninguém nas imediações senão somente nós, os trabalhadores noturnos, familiares e padrinhos. Tudo tranquilo. Terminados os primeiros atendimentos e encaminhados [como fomos] para repouso em casa [dos padrinhos, pois que moramos em cidade distinta da maternidade], aguardamos o que tivesse de ser. Após algumas horas de sono decidimos retornar ao hospital para averiguação de rotina e, para nossa surpresa, lá permanecemos em definitivo até a hora do parto.

Em nenhum momento tive a iluminação do descontrole, da vontade de desmaiar e do frenesi de ir ao berçário fazer a festa com o primeiro babe que visse e achasse ‘a cara do pai’ [todo bebê é a cara do pai, do dele]. Chorar eu chorei. E muito. Naquela noite de quarta-feira de cinzas eu chorei convulsivamente no recolhimento do quarto de dormir, agradecido por tudo ter transcorrido bem. Tinha [como tenho agora] a convicção de termos recebido o acolhimento de tanta gente querida neste e no plano espiritual. Por isso estive tão em paz para me tornar digno de ser um dos guardiões temporários de uma vida preciosa.

doutrina espírita

30/11/2015

Estou finalmente lendo o livro A História do Espiritismo, escrito por Arthur Conan Doyle [espírita e autor do famoso personagem Sherlock Holmes] e estou sinceramente espantado de como essa obra pedagógica permanece praticamente desconhecida.

a historia do espiritismoOs relatos apresentados e fartamente documentados [material esse produzido por personalidades importantíssimas na Ciência] sobre o imenso volume de manifestações espíritas de meados do século XIX, além de pequenas biografias de excepcionais médiuns de vários países, nos dá a dimensão de como esse assunto foi deliberadamente invisibilizado.

E quando se sabe que esse livro foi escrito em 1926 é de lamentar ainda mais a completa ignorância na qual a Grande Imprensa [essa dominada pelas religiões politicamente já estabelecidas e hegemônicas, com interesses vários além da fé] diligentemente manteve e mantém a massa.

Para mim, que já havia compreendido e aceitado a moral espírita como um guia [independente do fenômeno] foi como um sopro lógico, racional e irrefutável a acender a lâmpada da crença na existência do mundo espiritual.

19ª SEMANA ESPÍRITA DE PONTA NEGRA

01/10/2015

Há 18 anos realizada pelo CEIC, a Semana Espírita de Ponta Negra é uma referência regional no campo da divulgação do Espiritismo, recebendo, a cada ano, um público numeroso e interessado em sua programação. São 6 noites de palestras inspiradoras e de profundas abordagens feitas a partir da Doutrina Espírita. Palestrantes de renome nacional comparecem a Natal engrandecendo o evento e despertando novos horizontes de compreensão e considerações em todos os presentes.
 FOLDERA próxima  edição (2015), a 19ª SEMESP, será realizada de 26 a 31/10, e novamente traz expectativas de um evento com momentos emocionantes e de grande profundidade doutrinária. O tema proposto é: CAMINHOS DA FELICIDADE, onde também se inclui uma homenagem aos 150 anos de uma das obras básicas do Espiritismo (O Céu e o Inferno, de Allan Kardec). Participarão os palestrantes Liszt Rangel (PE), Anete Guimarães (RJ) e Frederico Menezes (PE).

Além das palestras, momentos artísticos criam um clima de harmonia e paz, incluindo  a tradicional apresentação das crianças da Escola Casa do Caminho (mantida pelo CEIC) que interpretaram números musicais e poéticos, em clima de grande alegria e emoção.
O evento é totalmente organizado pelo CEIC, com a colaboração de diversos apoiadores e patrocinadores. A entrada é gratuita e há opção de aquisição de livros, vídeos e obras de arte, em ambientes especialmente montados (livraria, videoteca, bazar, exposições de quadros e lanchonete).Ocorre sempre em outubro, mês em que também se comemora o aniversário da Instituição.

 
Você é nosso convidado. Traga seus familiares e amigos. Um grande abraço fraterno da Família Irmãos do Caminho.

o barco

08/05/2015

Estava numa planície em algum país que não consegui identificar. Sei que era dia ainda porque havia claridade suficiente para ver com nitidez a farta grama verde tomando toda a extensão da pradaria, o capim alto [também verde] balançando ao vento que soprava da minha direita [que dava para um conjunto de imensas e creio que instransponíveis montanhas com uma cabeleira exuberantemente branca e certamente congelante], mesmo que eu não conseguisse ver o sol acima das espessas nuvens que tomava todo o céu. Era dia, ainda.

coldlakeO que me pareceu ser já o entardecer foi mansamente se instalando em meu pensamento como uma nítida e insistente impressão de que eu teria que agir com maior brevidade para contornar aquela cordilheira pela via mais improvável: pelo lago. Pois que havia um exuberante e imenso e espelhado mar de água doce e melíflua a minha frente e que eu poderia jurar que conseguia compreender a sua sensual e irresistível voz ancestral e que me sussurrava poemas de amor e aventura.

A certeza que impregnava cada pelo eriçado de meu corpo castigado pelo frio do ártico [acolá só poderia ser o ártico, sem a menor sombra de dúvida] era que ali, naquele exato e inconfundível e singular lugar eu estava porque assim e de nenhuma outra maneira eu haveria de ter decidido antes e finalmente estava cumprindo com o meu Destino.

Tão logo consegui me erguer e amarrar as minhas coisas e guardá-las cuidadosamente em minha mochila de couro curtido por algum anônimo e esquecido artesão sertanejo de mãos calejadas pelo tempo e o uso provavelmente em uma rústica e bem varrida oficina a dezenas de milhares de quilômetros daquele paraíso de cristais de esmeralda vegetal surgiu como que por um passe de magia e prestidigitação e materialização da minha vontade inconsciente uma mais que improvável jangada de gelo.

Bem na minha frente, flutuando na borda da água e eu até poderia jurar em nome do que me fosse mais sagrado [ou nem tanto, como os cachos dos cabelos de uma imagem de uma santa feita com cabelos de verdade de alguma filha de algum mercador de escravos e que vivera há mais de trezentos anos e que tive a infelicidade de passar a mão sob os impropérios da moça-velha que tomava conta daquele museu esquecido na poeira e lodo décadas antes, que Deus tome conta daquela triste figura] que parecia me convidar que eu a subisse.

Não era uma situação comum e corriqueira, como fazer a barba maquinalmente diante de um velho e enferrujado espelho pela manhã ou cortar um tecido de fina estampa com uma tesoura afiadíssima sobre uma mesa de madeira velha e de pernas firmes torneadas a mão. Não, aquilo não era engenho e arte e ato de vontade ordinária, quis dizer, mas a consubstanciação de uma vontade que eu não tivera a menor consciência e que nem sequer havia pensado nos seus elementos materiais e seus usos.

A balsa de gelo mansamente ondulava à minha frente e eu a ocupei. Tão logo cruzei minhas pernas sobre aquele piso branco, confortavelmente áspero, fosco e frio o pequeno barco pôs-se a lenta marcha lago adentro, porém mantendo uma distância próxima à costa. O sol, cada vez mais vermelho, inundou o mundo de melancolia. Suspirei e enchi os pulmões daquele oxigênio abundante e limpo, como se fora uma refeição apetitosa e quente e aconchegante de bodega de beira de estrada depois de um dia inteiro de caminhada sob o sol fumegante. As estrelas foram acendidas no firmamento e soube que era noite e o sono se instalou definitivamente.